segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Banhos Salutares




Praia do Flamengo em 1918
   Em Dom Casmurro, conhecido romance de Machado de Assis, um dos personagens do triângulo amoroso, Escobar, possuía hábito pouco comum então. O amante de Capitu praticava natação, desafiando temerariamente as ondas da praia do Flamengo, as quais acabariam finalmente levando a melhor. A época em que se passa a ação não valorizava o que chamamos de esporte e atividade física, que só cairia no gosto popular décadas após.
    O conhecido local, que testemunharia a nova fase, teve papel importante na fundação da cidade, tornando-se um dos principais cenários do combate entre as forças portuguesas e os franceses, que lá haviam estabelecido pequeno núcleo, auxiliados pelos índios tamoios. Com sua expulsão em 1567 inicia o período colonial, no qual a praia era ponto de desembarque, nada mais. Impensável entrar na água, muito menos por recreação ou esporte.
   
A ocupação e urbanização levou à construção progressiva de moradias, com entrada pela rua do Catete e fundos dando para o mar. Este era antes um estorvo, pois ressacas periodicamente destruíam a margem e o cais público, como em 1853, o que levou a obras de alargamento em 1869, e à reconstrução do cais em 1863 e 1878. Nesse período cresceu o interesse público pelos banhos de mar por razões terapêuticas, modismo importado da Europa. Surgiram no local dois estabelecimentos especializados: o High Life e o Banhos do Flamengo, este último entre as ruas Buarque de Macedo e Dois de Dezembro. Neles os banhistas podiam entrar na água protegidos por cordas, e, para os mais temerosos, eram oferecidos gabinetes para banhos de chuva, obviamente dependendo da boa vontade de São Pedro. O conforto incluía lavagem de roupa e bebidas alcoólicas, além de assinaturas mensais, conveniente para usuários assíduos.

    A Avenida Beira-Mar, obra da administração Pereira Passos na prefeitura, afastou a margem algumas dezenas de metros, mas o curto espaço entre o paredão e a água foi suficiente para muitos banhistas, pois esta praia era sua melhor opção, principalmente pela proximidade. A criação do Aterro nos anos 60 recuou o mar muito mais, absorvendo a praia criada no começo do século passado. As novas gerações de banhistas, que precisam caminhar por mais tempo, são o novo capítulo de uma relação local e secular, remontando à chegada dos primeiros estrangeiros na antiga Uruçumirim dos tamoios e suas canoas.

A genial idéia de fatiar o tempo!







"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número, e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.

"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente,consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”
 
Carlos Drummond de Andrade

domingo, 26 de dezembro de 2010

Simone - Boas Festas

Luz Divina

Este mês tem um aniversariante que dentre tantos outros se destaca pela Luz. Menino-Deus se fez presente entre os homens, trazendo o perdão e a salvação. Fenômeno da natureza divina na expressão máxima do mistério universal.
Quem dentre nós, ainda não sentiu a emoção ao vê-lo menino, na manjedoura, na simplicidade dos humildes, no reconhecimento daqueles que tiveram o merecimento de ver a Luz.
Jesus Menino. Menino Jesus. A Luz de Deus entre os homens. A luz de Deus que veio ao mundo e marcou a humanidade com seus ensinamentos. Depois que ele aqui veio, estava marcada uma nova era; tempo de refletir sobre nossos sentimentos, sobre nossa capacidade de amar a todos, sem distinção; de fazer o bem sem olhar a quem; de reconhecer em cada um, um irmão – missão difícil, que requer de nós uma entrega no servir.
Que a lembrança desse dia de aniversário da vinda da Luz a Terra, esteja sempre presente na vida de toda a humanidade. Que não esqueçamos jamais, quem é o senhor da festa e a quem um dia entregaremos plenamente nossos corações.
Parabéns aos nossos amigos aniversariantes deste mês (Tadeu, Marquinho Valença e Kátia). Saúde e Felicidades!


Sinos de Belém

Para esse Natal tentei escrever um texto bem original que ficasse gravado em nossa lembrança.  Recebi vários cartões eletronicos, mensagens superelaboradas, pps, gif e tudo mais que a Internet hoje nos proporciona, mas o tempo passou e só uma coisa não saia de minha cabeça, os versos de Jingle Bells / J.Pierpont:

Bate o sino pequenino
Sino de Belém
Já nasceu Deus-Menino
Para o nosso bem

Acho que deve ter sido o primeiro verso que aprendi sobre o Natal.

Paz na Terra, pede o sino
Alegre a cantar
Abençoe Deus -Menino
Este nosso lar

E quanto mais tentava escrever, os Sinos de Belém pareciam soar mais alto, talvez para me mostrar que nada poderia ser tão simples e belo quanto a  mensagem de Paz na Terra e que Deus-Menino abençoe nosso lar.

Hoje a noite é bela
Vamos à capela
Sob a luz da vela
Felizes a rezar

Chegou a Noite de Natal. Ligo o computador, recebo novas mensagens que respondo com outros gif , pps, exe, wmv mas não consigo desenvolver meu txt.

Ao soar o sino
Sino pequenino
Vai o Deus-Menino
Nos abençoar

E no meio de tantas novidades, tantas tecnologias, recebo um simples cartão de Natal, de papel imaginem, e com os versos mais originais que conhecemos para anunciar o nascimento de Deus-Menino.

Bate o sino pequenino
Sino de Belém
Já nasceu Deus-Menino
Para o nosso bem

E hoje, no dia do Natal, ao lado de meus filhos, e de minha netinha, em paz na terra, achei essa maneira de estender os votos de um grande Natal, com muitos drinks e quibes para todos nós.

Paz na Terra, pede o sino
Alegre a cantar
Abençoe Deus-Menino
Este nosso lar.

Adeus Canecão!


Lá se foi o Canecão. Começou como uma cervejaria, por isso o seu nome. Canecão.
Palco, literalmente, de grandes momentos da música popular brasileira. Onde a nata e até mesmo, alguns sarrabulhos da MPB, se apresentaram e marcaram época.
Lá, Maysa cantou seus desencantos amorosos, Cauby Peixoto – o professor – também assim o fez junto com Ângela Maria – uma das divas do universo musical brasileiro.
O vozeirão de Alcione ali ecoou, fazendo a Urca render-se a majestade do samba; o mesmo acontecendo com João Nogueira, Clara Nunes, Elza Soares, Luiz Melodia, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Paulinho da Viola.
Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Cássia Eller, Zélia Duncan, RPM, Léo Jaime, Plebe Rude e Legião Urbana, representaram a nova geração de roqueiros. Culminando com a última apresentação de Cazuza – “poeta maldito”, de crítica ácida aos políticos e hipócritas de plantão.
Mais recentemente, novas vozes da MPB por ali passaram, Seu Jorge e Ana Carolina, Adriana Calcanhoto e Vanessa da Mata
Roberto Carlos e Chico Buarque, o primeiro ainda é rei, mas o segundo é soberano na poesia cotidiana de suas letras. E por falar em soberano, não poderíamos esquecer de citar nosso maestro – Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim – ou simplesmente Tom Jobim, que junto com Elis Regina fecharam verões com as águas de março. Vinícius de Morais e Toquinho reverenciaram orixás e amores conquistados e não correspondidos.
Terreiro de Maria Betânia, assídua freqüentadora de memoráveis temporadas; Gal, com sua voz metálica de guitarra a gritar: Meu nome é Gallll...; Caetano, Gil.... e porque não dizer logo, Os Doces Bárbaros. Ney Matogrosso, também fez dali, palco de suas sempre bem cuidadas produções musicais; Simone abandonou o basquete em sábia decisão, o que nos valeu uma de nossas melhores intérpretes e mais uma freqüentadora daquela casa de espetáculos.
Tantos outros mais passaram por ali. Cometi injustiças ao não citar o nome destes outros tantos, mas o que temos de melhor teve sua história artística, ali forjada.
Adeus Canecão! De teus bailes carnavalescos e da discoteca Tropicana, guardaremos lembranças. Teremos saudades é certo. E pesar. Pesar, por saber que o Rio de Janeiro perde, após 43 anos de existência, um lugar que foi marco cultural da história da música popular brasileira.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

A ressaca e a água

A mais didática explicação da ressaca e afins que recebemos.

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.

Bebe a segunda cerveja, a terceira, e assim por diante.

O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distingüem que tipo de liquido está sendo ingerido, eles sabem apenas que é líquido.

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caramba, o cara tá maluco!!!

E manda a seguinte mensagem para os rins "Cara, filtra o máximo de sangue que tu puder, o hômi aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e os rins começam a fazer até hora-extra, filtram muito sangue e enchem rápido a bexiga.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque, além de água, vêm as impurezas do sangue.

O rim aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estômago manda outra mensagem pro cérebro "Cara, ele não pára, socorro!!!" E o cérebro manda outra mensagem pro rim: "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O rim filtra feito um louco, só que, agora, o que ele expulsa não é o álcool ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora, e o teor de álcool no organismo aumenta, e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora em que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu cérebro desliga você. Essa é a hora em que você desmaia... dorme... capota...resumindo: essa é a hora em que o teu... não tem dono!

Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber, e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o cérebro dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles, e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O sangue é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece às ordens direitinho e, por isso, começa a retirar água de todos os órgãos. Como o cérebro é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem", e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca. 
Então sei que, na hora, a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

Texto retirado de "O bar do Zé"

Sabia que tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajudam a ativar os órgãos internos.
1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sangüínea.
1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ser chique sempre...


         Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.  A verdade é que ninguém é chique por decreto.  E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda.  Elegância é uma delas.  Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.  O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.  Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.  Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.  Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.  Chique mesmo é parar na faixa de pedestres.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.  Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.  É lembrar do aniversário dos amigos.  Chique mesmo é não se exceder jamais!  Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.  Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.  É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.  Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.  Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!  Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quão breve é a vida, e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.  Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: No final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos! 

Glória Kalil

terça-feira, 14 de dezembro de 2010




A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO

As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram para mostrar uma certa elegância, de acordo com suas possibilidades. Isso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras. No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca. É possível detectá-la também nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não. É elegante não ficar espaçoso demais. Não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente. Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação. É ser amigo sem conivência negativa. Ser sincero sem agressividade. É ser humilde sem relaxamento. Ser cordial sem fingimento. É ser simples com sobriedade. É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde. É superar dificuldades com fé e Coragem. É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar. Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Gentileza Gera Gentileza


Em épocas em que a violência grassa pelo mundo, um personagem que não mais está entre nós, deve ser lembrado. Figura exótica, de lucidez maior, trocou uma vida de sucesso empresarial, para se dedicar a ensinar o que é a Gentileza; como forma de confortar as pessoas e torná-las mais sensíveis.
Drinks&Kibe presta uma homenagem a este homem, que com seus versos, escritos nos pilares do viaduto do Caju, ainda hoje, trazem conforto a todos os que vivem na selva urbana de uma metrópole. 
Saudades profeta! Nossas sinceras homenagens.

http://oimpressionista.wordpress.com/museu-virtual-gentileza/









Commercial Smirnoff - Manchester United



Apesar de não sermos favoráveis a atletas fazendo propaganda de bebida alcóolica, este comercial da Smirnoff é show de bola (sem trocadilhos). Vale a pena fazer o registro.
Drinks&Kibe

sábado, 11 de dezembro de 2010

Encontro 2010 - SÓ NÃO VEIO QUEM NÃO FOI...

 A cada ano que passa nossos Encontros se tornam mais emocionantes, e esse não poderia ser diferente. O destaque fica para a primeira vez de (velhos) amigos como Peixe (Ulisses), Lino (o Técnico do Sede Velha), Marília (irmã do Serginho Castor) e Ana, agora de volta aos braços do PQD. A distância de quase 40 anos não reduz a amizade que une todos nós.
Peixe, ou melhor, Ulisses, é hoje um empresário bem sucedido e morador da Grande São Paulo. Já faz algum tempo que freqüenta nossa comunidade na Internet e esse ano conseguiu uma folga na agenda para nos rever. Antigo morador do 56, na Correa de Baixo, e peladeiro do Sede Velha, aos poucos foi reconhecendo os mais próximos de sua geração, como Santalucia, Reginaldo, Boiadeiro e Byra, por exemplo.

Lino mora em Jacarepaguá e compareceu com sua esposa e o filho mais novo.  Foi Técnico do Sede Velha e é um dos mais “antigos” do grupo, no auge de seus 61 anos. Era uma alegria só quando cada um de seus antigos pupilos o reconhecia.
 
Outros amigos também vieram de longe. Reginaldo chegou da Bahia e trouxe o prometido presente para o Presidente, que com sua generosidade ímpar, sem qualquer pressão, não se furtou de dividi-lo com os amigos, inclusive com o próprio Régis, grande apreciador de um bom Black 

Derzemar, o Velho Derze, um dos mais ativos internautas do grupo, largou sua Saquarema para prestigiar nosso Encontro.  Veio acompanhado de Marília, que debutou no grupo e prometeu que agora estará sempre presente.  Foi uma agradável surpresa rever essa menina.


Luizinho Boiadeiro, agora um comportado senhor, nos apresentou Renata, sua esposa atual, uma nova amiga muito alegre e simpática que jura que “agora é pra valer”, o cara mudou, e para melhor.

O PQD chegou com Márcio, que
apareceu pela primeira vez depois de tantas furadas em anos anteriores. Veio também com Ana, amiga das antigas e atual namorada, que tentou mexer no fundo das lembranças de Roberto Azulão, que infelizmente não conseguiu se lembrar da jovem senhora.


Outra Ana, a simpática esposa de Milorchão, veio mais uma vez conferir o Encontro.  Sempre ao lado da filhota que cada dia fica mais linda.  Parabéns para vocês.

O Byra como sempre, “quietinho e de poucas palavras”.  Claro que ninguém iria acreditar nisso, ao contrário, não se continha mesmo e alegre pelas generosas doses servidas pelo Presidente J Drinks, buscava no baú de sua memória, histórias de nosso passado cinqüentenário, algumas até quentes demais para a platéia presente. O Fábio, seu inseparável parceiro que o diga. 

Outros representantes da turma da Correa de Cima, como Zé Franguinho, Marquinho Cabeça,  Amaro e Tamba ouviam com atenção as palavras da pseuda oposição alardeada por Sérgio Moita, que sempre tenta cooptar nosso DAA, Diretor para Assuntos Aleatórios, o Comandante Svieiroviski, que nessa nova gestão recebeu a incumbência de chefiar as SAE e SAC, respectivamente, Secretarias de Assuntos Extraterráqueos e de Apoio Circulatório.  O cara é bom mesmo. 
    
Santalucia e Xinzinho foram os retardatários.  A surpresa de Santa com a presença de Peixe, Reginaldo e Lino, contrasta com a marca da emoção estampada no rosto de Xinzinho.  Não tem preço um acontecimento desse.
 
Por fim, nosso Vice-Presidente Frango Del acerta com o casal de Conselheiros, Cachórros e Estelinha, esta antiga vizinha de Peixe no 56 da Correa Dutra, detalhes sobre a possibilidade de um novo Encontro em janeiro, com a presença de Kibe.  O local vai ser sondado pela Diretoria e com chances da realização de um emocionante jogo entre AVEC e SEDE VELHA, já aclamado como o Jogo de Séculos.

Por isso tudo e um pouquinho mais, nosso Encontro de 2010 foi um sucesso total.  É claro que lamentamos pelos ausentes, que gostaríamos de estar com cada um que por uma razão qualquer não pode comparecer, mas que com certeza gostariam de estar ao nosso lado, e como diz o título: SÓ NÃO VEIO QUEM NÃO FOI.
   
Um grande Natal e que em 2011 possamos novamente estar juntos, TODOS, claro (sem cruzinhas). Mas se alguém faltar, mesmo assim estará presente em nosso um só coração, o da Confraria da Correa Dutra e Arredores.



DESTAQUE para a Reunião no Lamas:

Não podemos deixar de registrar a recepção de nossos confrades Byra e Fábio para Rose, com seu Alemão e o netinho Diego e Soninha, sua irmã, sempre presente em nossos Encontros.  O Local foi no querido Lamas de tantas histórias pra beber e contar.
Um bejão de todos nós para voces e esperamos estar juntos em 2011.


Onde está o Milochão?



Drinks&Kibe desafia voce a achar nosso amigo Milochão (Milorge). 
Para facilitar vamos dar algumas opções.

( ) É o japonezinho fazendo pose de dançarino de funk.
( ) É o loirinho de gravatinha borboleta.
( ) É o gordinho de franjinha na 1ª fila.
( ) É  a criança que está de lacinho na cabeça na 2ª fila.
( ) Nenhuma das afirmações acima.

Deixe seu comentário e concorra a um fim de semana em Queimados/RJ.
Resposta no próximo post

Drinks&Kibe 




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Passeio gastronômico pelos bairros de nossas vidas - IV



Um dia desses, fui ao Bar Belmonte, na Praia do Flamengo, onde me deliciei com umas empadas deliciosas. Por serem “empadas abertas” elas possuem um visual que enche de água a boca da gente. A de camarão com catupiry, então.....huuuummmm. Comi umas quatro, nem lembro quantas. Depois, pedi um pastelzinho de carne seca, que só acho no Rio de Janeiro; o que valorizou ainda mais minha viagem a casa de minha mãe. O sanduíche de pernil com pão francês crocante, com gotinhas de limão me induziram a gula. “Potaqueoparió”, como diria Zé Augusto, por isso que a gente fica com barriga de tanquinho, bem redondinho.
No outro dia, na hora do almoço, peguei o 571 e fui a Copacabana. Tinha tempos que não ia ao restaurante Marisqueira, na Barata Ribeiro, 232, próximo à Pça. Cardeal Arco Verde. Tradicional restaurante português, serve um bacalhau ao Zé do Pio, de responsa. Mas é claro que tem outros tipos de pratos com bacalhau que enchem os olhos e a barriga também, é claro. Os preços são acessíveis, considerando que bacalhau sempre tem um preço diferenciado, mas ainda assim, acho mais barato que sushi e churrasco.
E enquanto eu estava lá, saboreando um legítimo prato portuga com azeite extra-virgem (hoje em dia, só azeite mesmo ou então, mulher feia), lembrei-me de uma adega que havia no Leme, na Rua Gustavo Sampaio. Chamava-se Adega do Leme, cujos donos chamavam-se Caio e Nogueira. Era um mini-bar, na realidade. O nome pomposo devia-se ao fato de eles venderem vinho de barril e bebidas “quentes”, com uma variedade grande de cachaças “brejeiras”, com tudo quanto era tipo de cascas e sementes. Cerveja lá, só mini-saia da Brahma . Mas o que me fez lembrar do Bar (Adega) foi a variedade petiscos que tinha. Por cima de todo o balcão havia aquelas vitrines onde azeitonas verdes, pretas, recheadas; queijo parmesão em fatias, sardinhas ao tomate e ao azeite, manjubinhas fritas, ovos de codorna, mexilhões ao vinagrete, anéis de lula ao vinagrete, camarões fritos na hora, mandioca frita, lingüiça calabresa, batatinhas ao vinagrete, tremoços, cebolinhas, picles, pastéiszinhos, batata frita e outros tantos que voces podem imaginar. Ele era pequenininho, ficava justamente no térreo daquele prédio que ameaçava desabar e senão me engano, hoje funciona o Zona Sul. Hoje já não existe mais. Mas a idéia daquele barzinho ficou gravada na memória de um jovem estudante de arquitetura que um dia pensou em fazer um igual, em algum lugar do planeta.

Me satisfiz ao comer aquele delicioso bacalhau. De sobremesa um pastelzinho de Santa Clara, adoçou a boca deste que vos escreve e fui para casa, pensando na vida.
Alguns dias depois, Copacabana me atraiu de novo no roteiro gastronômico. Passei pela Prado Júnior e vi que na esquina com a Min. Viveiro de Castro, onde havia um lugar que não sei do que poderíamos chamar, pois não era restaurante, lanchonete, bar, boteco, nada. Era uma loja cercada por um balcão, com cadeiras fixas giratórias, chamado: Macarrão do Alfredo. Estabelecimento frequentado pela fauna notívaga de Copacabana, motoristas de táxis, putas, cafetões, estudantes, bêbados (normalmente ocupávamos uma das duas categorias; senão, as duas), e outros que o pouco dinheiro levava até lá para forrar o estômago.
O cardápio não podia ser outro, um prato de espaguete com molho a bolonhesa. E pronto. Estava ali a salvação da noite, fosse no início ou no fim. Na mesma Viveiro de Castro (retiro o Ministro pela intimidade com que tínhamos então, à época), ainda tem um restaurante que não me lembro o nome, mas alguém há de lembrar, onde vendia uns caldos muitos bons. Aproveitávamos as caronas dos amigos motorizados e íamos até lá, para degustar o couvert (picles, torradinhas, manteiga e azeitonas) e tomar caldo de aspargos, de palmito ou caldo verde. Alguns se arriscavam em mais algumas saideiras até o sol vir dar bom dia, aqueles jovens boêmios do Catete, mas que se emprestavam às delícias de Copacabana.